Obsolescência Programada – Mito ou Realidade?

Obsolescência Programada – Mito ou Realidade?

Olá pessoal! Nesta postagem eu vou falar sobre algo que existe de fato, que é a Obsolescência Programada. Então, vamos lá!
Você já sentiu que o seu celular começou a travar “do nada” logo depois que um modelo novo foi lançado? Ou que aquela geladeira da sua avó durou 40 anos, mas a sua quebrou em 3? Isso não é coincidência, nem muito menos azar. É a estratégia das empresas para vender mais, e consequentemente, lucrar mais.
Isto que acontece é justamente a Obsolescência Programada, que é a decisão do produtor ou da empresa para propositalmente desenvolver, fabricar, distribuir e vender um produto para consumo de forma que se torne obsoleto ou não funcional especificamente com o objetivo de forçar o consumidor a comprar a nova geração do produto, só porque o antigo não funciona direito.
Este conceito surgiu na década de 1920, por volta do ano de 1924, quando as principais fabricantes de lâmpadas do mercado se reuniram em Genebra, na Suíça, e decidiram reduzir a vida útil das lâmpadas de 2.500 horas para apenas 1.000 horas. A ideia de criar produtos menos duradouros faria com que as empresas passassem a vender mais e de forma mais frequente, especialmente em um período de forte concorrência no mercado de lâmpadas e sem garantias de vendas estáveis.
Mas o primeiro registro do termo “obsolescência programada” só aconteceu em 1932, quando o corretor de imóveis americano Bernard London sugeriu a adoção da estratégia por lei com o objetivo de recuperar os Estados Unidos da crise de 1929. A proposta de London não virou lei, mas a obsolescência programada passou a ser adotada como estratégia de mercado (em praticamente todos os setores) desde então e perdura até os dias atuais, mesmo com a constante evolução tecnológica.
Esse problema é dividido em alguns subtipos, como exemplos os 3 principais:
1º) Obsolescência técnica ou funcional: Quando o produto para de funcionar por desgaste físico ou por limitações propositalmente impostas pelos fabricantes, como eletrônicos que não suportam atualizações mesmo estando em boas condições físicas.
2°) Obsolescência psicológica ou desejo: Uma estratégia abstrata usada para destacar novas tendências e tornar produtos (ou serviços) antigos menos desejáveis ao enquadrá-los como obsoletos, sendo exemplo celulares com design diferente ou uma nova peça roupa entra na moda.
3º) Obsolescência de software: Está relacionada à incapacidade de um eletrônico executar determinado software ou sistema operacional por limitações de hardware, sendo incompatível com novas versões de aplicativos ou sistemas, como exemplo, os celulares ou computadores que não recebem mais atualizações de sistema ou segurança.
Com isso em mente, o impacto ambiental é perceptível. Com esse descarte dos produtos, gera um acúmulo de lixo eletrônico, contaminação de substâncias tóxicas, esgotamento de recursos naturais, emissão de gases de efeito estufa (GEE), além do consumo excessivo de energia e água. O consenso entre os especialistas em tecnologia e mercado consumidor é estabelecer campanhas de contenção do consumo desenfreado, bem como a adoção de medidas que visem ao combate à obsolescência programada por parte dos fabricantes.
Para combater esse problema, além do consenso do consumidor e do produtor, que falei a pouco, tem a exigência das empresas por mais transparência sobre a durabilidade e reparabilidade, apoiar legislações e políticas públicas a favor do reparo e o cuidado ambiental, adoção da economia circular para reutilizar ou consertar produtos, além de investimento em logística reversa, sendo a reciclagem por parte das empresas para que o produto seja reaproveitado ou descartado corretamente.
Se cada pessoa, empresa e governo fizer sua parte, é possível construir uma lógica diferente: mais durável, justa e sustentável. Atualmente existe empresas que facilitam a logística reversa, como a Eureciclo (que conecta empresas a cooperativas para a reciclagem de embalagens pós-consumo), grandes marcas como Natura, Ambev, Mercado Livre, Alelo, Bridgestone, Philips, McDonald's, entre outras, que também contribuem para uma boa logística reversa.

E você? Qual foi o produto que mais te deixou na mão ultimamente? Coloca aqui nos comentários. Deixe um comentário sobre a sua opinião da postagem ou um próximo assunto ou conteúdo de tecnologia que você queira ver no Blog. Então, tchau!

Vídeo no YouTube sobre esse assunto: https://youtu.be/C3rb6Wbwbac

Fontes:
1 - Wikipédia - Obsolescência Programada
2 - Tecnoblog - Obsolescência programada: o que é, exemplos e impactos dessa estratégia
3 - Brasil Escola - Obsolescência Programada
4 - Eureciclo - Obsolescência programada: o que é, por que existe e como combater esse ciclo
5 - Eureciclo - Conheça as 6 indústrias que mais compensam seu impacto ambiental com a eureciclo
6 - Eureciclo - 3 empresas que fazem a diferença na sustentabilidade e reciclagem 

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